Adriane segue sem piedade e pune até concursado que denuncia local precário
Guarda civil metropolitano teria sido remanejado de posto por retaliação.
Guarda denuncia perseguição na gestão Adriane / Google Street View - montagem Gabriel do Carmo. A perseguição da prefeita Adriane Lopes (PP) contra críticos da gestão alcança até servidores concursados, em Campo Grande. Um guarda civil metropolitano que denunciou precariedade na base de atendimento foi severamente castigado em Campo Grande, diz um denunciante.
A denúncia vem de outro agente, que está indignado e prefere não se identificar, justamente, por temer retaliação. Ele conta que a fiação do contêiner da Guarda no Jardim Noroeste foi furtada e a base ficou na escuridão, em setembro de 2025.
"Os guardas trabalharam uns seis plantões sem energia. Aí o Sindicato [dos Guardas Municipais] foi lá e exigiu o reparo", detalhou o denunciante. Porém, a gestão Adriane teria descoberto a identidade do guarda que levou o caso à imprensa e ele foi remanejado.
"Deixaram a poeira abaixar e trocaram ele de posto, sem justificativa", lamenta o colega.
Risco
Além do aspecto da perseguição administrativa, o servidor que reclama apontou outra situação grave: o guarda - que atuava no aterro sanitário - local considerado de menos risco, foi deslocado para o Terminal Nova Bahia.
"O terminal é um local que ter de estar armado e esse guarda não porta arma. Devido ao fluxo de gente, ninguém sabe quem anda lá", refletiu.
O profissional perseguido - diz a fonte - ainda não chegou a tirar plantão na estação de ônibus por motivos de licença médica. Mas ele enfatiza a situação da atual administração.
"Nem concursado escapa", refletiu.
Entramos em contato com a prefeitura de Campo Grande. Em nota, a Sesdes (Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social) alegou que não há registro formal de denúncia ou reclamação relacionada aos fatos citados, seja por parte do servidor, sindicato ou terceiros.
"Por se tratar de denúncia anônima, não é possível identificar o autor ou estabelecer vínculo com matéria jornalística. O remanejamento de servidores é procedimento administrativo rotineiro, definido por critérios de planejamento e necessidade do serviço, especialmente diante da recomposição do efetivo. A Guarda Civil Metropolitana não possui postos fixos, podendo atuar em diferentes regiões da cidade. A Sesdes esclarece ainda que a atuação dos servidores ocorre conforme as normas legais e protocolos internos, reafirmando o compromisso com a legalidade e a transparência", complementa.




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