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Campo Grande,04/04/2026

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Dakila processa Midiamax por divulgação de fake news

Além do Midiamax, mais de 28 portais também terão de responder na justiça por divulgar informações falsas e induzir a opinião pública contra a associação


Dakila processa Midiamax por divulgação de fake news

O presidente da Associação Dakila Pesquisas, Urandir Fernandes de Oliveira, ingressou
com ação judicial contra o portal Midiamax após reportagem que relacionou seu nome e o
de Dakila a uma investigação criminal sem envolvimento. A ação, que tramita sob o número
4029817-27.2026.8.26.0100, foi protocolada após a confirmação oficial de que não há
qualquer vínculo entre o dirigente, a instituição e o caso citado.
A inexistência de ligação foi confirmada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de
Combate ao Crime Organizado) e pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul,
responsáveis pelo caso citado. Mesmo após a confirmação oficial, o conteúdo foi publicado
e replicado por outros veículos, ampliando sua repercussão.
Acusação de “abuso no direito de informar”
O departamento jurídico de Dakila classifica o episódio como “abuso da imprensa no direito
de bem informar”, ao apontar exposição indevida e prejuízo à imagem institucional
decorrentes de divulgação sem a devida checagem junto às autoridades competentes.
A ação não se limita ao veículo que publicou a matéria inicialmente. Também busca
responsabilização de quem reproduziu o conteúdo. Segundo os advogados, a circulação em
cadeia intensificou os impactos morais e institucionais, influenciando a opinião pública com
base em informação que não correspondia aos registros oficiais.
Em declaração, Urandir afirmou que a decisão de judicializar o caso não foi motivada por
desejo de confronto, mas por necessidade de defesa: “Eu não gosto de conflito. Nunca
construí minha trajetória atacando ninguém. Mas quando associam meu nome e o trabalho
de Dakila a algo que não corresponde à realidade, eu tenho obrigação de reagir.”
Ele também criticou o que considera prática recorrente de parte da imprensa: “Criam
narrativas para pressionar ou constranger quem está sendo exposto. Muitas vezes tentam
induzir a opinião pública. Comigo esse mecanismo não funciona.”
O caso reacende a discussão sobre os limites entre liberdade de informação e
responsabilidade editorial. A Constituição assegura o direito de informar, mas também
protege a honra e a imagem.




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