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Campo Grande,17/03/2026

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Sem professor de apoio, crianças com deficiência não conseguem ir para a escola em Anhanduí

Mãe relata que desde o começo das atividades escolares, os seus filhos não conseguiram retornar para a sala de aula.

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Sem professor de apoio, crianças com deficiência não conseguem ir para a escola em Anhanduí Sem professor apoiador crianças com deficiência não conseguem ir para a escola / Arquivo/SED.

No distrito de Anhanduí, a dona de casa Renata Rodrigues, 32 anos, precisa lidar com o drama de ver os seus filhos de 11 e 4 anos sem acesso à escola. A falta de professores de apoio especial na Escola Municipal Isauro Bento Nogueira impede que as crianças consigam desenvolver as suas atividades. 

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De acordo com Renata, a sua filha mais velha, de 11 anos, tem déficit intelectual e não consegue acompanhar as atividades de sala sem o apoio especial. "A minha filha começou a ter crise de ansiedade porque ela não quer ir para a escola. Ela sabe que não vai ter ninguém para atendê-la lá, e aí está bem difícil".

Conforme consta em laudo médico, a criança precisa de um professor em sala, não apenas durante as aulas, mas durante todo o período de permanência na escola. Por ter dificuldades de comunicação, o professor de apoio é responsável por acompanhá-la durante os intervalos das aulas e auxiliar na higienização. 

Renata afirma que parou de enviar o seu filho de 4 anos por conta. "Ele não sabe se comunicar, não tem ninguém para atendê-lo na escola, entendeu? Meu filho ainda não foi para a escola neste ano. Quando ele estava na creche, ele tinha todo o suporte. Agora ele foi para a escola, e não tem suporte nenhum, então eu não vou mandá-lo enquanto eu não tiver uma professora auxiliar para atendê-lo".

O laudo do filho de Renata afirma que a criança é autista com nível 3 de suporte. O laudo, assim como o da filha mais velha, também reforça a necessidade da presença de um professor de apoio não só dentro de sala, mas durante todo o intervalo das aulas e no auxílio da higiene. Segundo o relato de Renata, o diretor da escola afirmou ter ao menos 30 crianças com laudo esperando pelo suporte especial. 

 De acordo com Renata, a professora destinada para o atendimento de sua filha assinou um termo na Semed para atender a sua filha e mais duas outras crianças da mesma turma, mas a professora foi trocada para outra turma. " A minha filha tem encaminhamento para estudar na escola da Apae, mas  eu não tenho condições de levá-la para Campo Grande", conta Renata. "E eu não entendo, porque eu expliquei para eles [funcionários da escola], que o meu filho é suporte alto de autismo. Então, quer dizer, que ele ficou sem professora e eles não fizeram nada. Até agora, ele não pôde ir para a escolinha por conta disso, e não resolveram nada. Eu estou indignada com isso, muito indignada". 

A redação entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Campo Grande para entender mais sobre a situação, mas até o momento ainda não teve retorno. 





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