Bracell terá de atualizar licença após mudança em área de fábrica em Bataguassu
A Bracell deverá fazer ajustes no pedido de licença de instalação da fábrica de celulose prevista para Bataguassu, em Mato Grosso do Sul, após alterar a área planejada para a implantação do empreendimento. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette.
Segundo o secretário, a mudança ocorreu porque o terreno inicialmente escolhido pela empresa não teria capacidade para comportar toda a planta industrial projetada para a unidade.
De acordo com Falcette, a empresa chegou a protocolar o pedido de licença de instalação, mas retirou o processo para adequar as informações técnicas diante da necessidade de mudança da área onde a fábrica será construída.
“O terreno inicialmente previsto não comporta a planta industrial, então a empresa precisou fazer ajustes no projeto e, consequentemente, no processo de licenciamento”, explicou o secretário.
O empreendimento já possui licença prévia, concedida em dezembro do ano passado pelo Ceca (Conselho Estadual de Controle Ambiental). Para iniciar as obras, no entanto, a empresa ainda precisa obter a licença de instalação.
Conforme Falcette, como o projeto já estava em análise, a expectativa é de que a Bracell complemente e atualize a documentação necessária, permitindo a retomada do licenciamento a partir da etapa em que o processo foi interrompido.
De acordo com o RIMA (Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento, o investimento previsto para a fábrica é de aproximadamente R$ 16 bilhões.
O estudo ambiental prevê a possibilidade de implantação de duas linhas de produção. A primeira teria capacidade entre 2,8 milhões e 2,9 milhões de toneladas anuais de celulose kraft, insumo utilizado na fabricação de papel.
A segunda linha poderá produzir 1,460 milhão de toneladas por ano de celulose kraft e outras 1,147 milhão de toneladas anuais de celulose solúvel, totalizando 2,607 milhões de toneladas por ano.
Ainda conforme o RIMA, a construção da unidade deve gerar cerca de 12 mil empregos no pico das obras. Na fase de operação, a estimativa é de aproximadamente 2 mil empregos diretos.
O projeto também prevê consumo anual de cerca de 12 milhões de metros cúbicos de madeira.
A Bracell é controlada pelo grupo empresarial RGE (Royal Golden Eagle), que já atua em Mato Grosso do Sul no setor florestal por meio da MS Florestal.





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