Confusão na Câmara de Campo Grande cancela sabatina sobre tapa-buraco
Secretário da Sisep já estava na Casa de Leis para prestar esclarecimentos sobre contratos, custos e execução dos serviços nas ruas da Capital.
A sabatina do secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André Moura Brandão, foi cancelada na manhã desta terça-feira (20), após uma confusão entre manifestantes e apoiadores da gestão da prefeita Adriane Lopes (PP), na Câmara Municipal de Campo Grande.
O tumulto começou quando um manifestante levou ao local uma maquete de isopor que simulava um buraco no asfalto, pintada de preto e marrom, para cobrar melhorias nas ruas da Capital.
Reprodução

Manifestante tentou resistir a retirada da Casa de Leis, mas para evitar confusão maior, saiu da Câmara Municipal seguido pelos seguranças
O objeto foi quebrado por um líder comunitário apoiador da prefeita, identificado como servidor comissionado da Prefeitura. Ele alegou que a maquete atrapalhava sua visão.
Diante da situação, o presidente da Câmara, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), determinou a retirada do homem do plenário. Guardas municipais tentaram conduzi-lo para fora, mas ele resistiu por alguns minutos, permanecendo sentado em uma cadeira. Depois, deixou o local acompanhado pelos agentes.
Papy lamentou o episódio e cancelou a prestação de esclarecimentos, apesar de o secretário já estar na Câmara.
“Isto foi um ato político claramente. Vamos remarcar a vinda do André com um reforço maior na segurança”, afirmou o presidente, sem informar uma nova data para questionar sobre os processos de trapa-burado na Capital.
Audiência previa esclarecimentos sobre contratos
A presença de André Moura Brandão na Câmara atendia a uma convocação aprovada pelos vereadores para esclarecer custos, contratos, prazos e execução dos serviços de tapa-buraco. O requerimento foi apresentado por Professor Riverton, Dr. Lívio, Carlos Augusto Borges, o Carlão, e Papy.
Antes da confusão, o presidente da Casa havia informado que cada parlamentar poderia fazer até duas perguntas ao secretário. A expectativa era de que as respostas também contribuíssem para a fiscalização dos contratos e para as discussões sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Papy afirmou que pretendia tambpem questionar os contratossobre os serviços de tapa-buraco. Segundo ele, esses problemas contribuíram para que Campo Grande passasse quase quatro meses sem uma operação em funcionamento.
CPI pretende investigar contratos
Segundo Papy, o requerimento para abertura da CPI reunia, conforme sua estimativa, 24 assinaturas e ainda seria encaminhado à Procuradoria da Câmara. A proposta é de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e pretende investigar possíveis irregularidades nos contratos e na execução dos serviços de tapa-buraco.
Após o episódio, o presidente da Câmara, vereadores e o secretário se reuniram a portas fechadas para discutir uma nova data para a sabatina e medidas de segurança para a realização da audiência.









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