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Campo Grande,23/10/2026

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Nelsinho Trad articula no Chile apoio à Rota Bioceânica para ampliar exportações

Missão reúne parlamentares e autoridades para discutir logística, acesso aos mercados asiáticos e cooperação em segurança.

https://www.capitalnews.com.br/politica-e-poder/legislativo/nelsinho-trad-articula-no-chile-apoio-a-
Nelsinho Trad articula no Chile apoio à Rota Bioceânica para ampliar exportações

A busca por alternativas para o transporte de mercadorias brasileiras aos mercados asiáticos está entre os principais temas da missão do senador Nelsinho Trad no Chile. Presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado e representante de Mato Grosso do Sul, estado por onde a Rota Bioceânica ingressa no território brasileiro, o parlamentar se reuniu com autoridades e representantes empresariais para discutir o avanço do corredor e as oportunidades comerciais entre os dois países.

Nos dias 20 e 21 de outubro, a agenda incluiu encontros parlamentares, reuniões com autoridades regionais e debates sobre logística, comércio exterior e segurança portuária. O projeto prevê uma ligação rodoviária entre o Centro-Oeste brasileiro e os portos do Oceano Pacífico, atravessando Paraguai e Argentina até chegar ao Chile.

“A proposta é ampliar as opções de transporte para as exportações brasileiras, especialmente as originadas no Centro-Oeste e facilitar o acesso aos mercados asiáticos. Para que a rota se torne competitiva, porém, será necessário combinar infraestrutura, procedimentos aduaneiros eficientes e capacidade para movimentar as cargas nos portos”, explicou o parlamentar.

Nelsinho Trad apresenta projeto ao Senado chileno

Nelsinho Trad

Nelsinho Trad em reuniões no Chile.

Em reunião com Paulina Núñez, presidente do Senado chileno e representante da região de Antofagasta, Nelsinho Trad apresentou o projeto da Rota Bioceânica e as perspectivas econômicas da ligação entre Brasil e Chile.

Em declaração à imprensa, o senador destacou a importância do diálogo entre os países para ampliar as oportunidades de negócios.

“A diplomacia, quando ela se fortalece, os laços dos países se fortalecem e os negócios aparecem. Estamos prontos para promover cada vez mais esse entendimento. Você não faz negócio, você não faz desenvolvimento com quem você não conversa, com quem você não dialoga”, afirmou.

Paulina Núñez ressaltou a necessidade de avançar nos procedimentos para viabilizar o corredor. Também chamou a atenção para a segurança dos portos e o reforço da fiscalização, mencionando equipamentos como detectores infravermelhos.

As discussões incluíram o combate ao contrabando, ao tráfico de drogas e ao comércio ilegal de armas. A preocupação é preparar as estruturas de fiscalização para acompanhar o possível aumento da circulação de mercadorias.

O senador também se reuniu com Enrique Lee Flores, presidente do Grupo Parlamentar Brasil–Chile no Senado chileno. Na conversa, apresentou o potencial da rota para aproximar a produção brasileira dos mercados asiáticos. Lee Flores manifestou apoio à iniciativa e mencionou a possibilidade de incluir outros portos no corredor futuramente, entre eles o de Arica.

Estimativas apontam redução no tempo e nos custos de transporte

Durante a apresentação aos parlamentares, Nelsinho Trad expôs estimativas atribuídas a um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os possíveis ganhos logísticos da Rota Bioceânica em comparação com trajetos marítimos tradicionais.

Segundo os números apresentados, o corredor poderia reduzir em 23% o tempo de viagem, o equivalente a cerca de 12 dias, diminuir em aproximadamente 8 mil quilômetros os percursos marítimos considerados e proporcionar uma redução de até 40% nos custos de transporte.

Esses resultados são estimativas e dependem dos trajetos comparados, dos destinos das cargas, das condições de operação e dos custos incluídos no estudo. Portanto, não representam uma economia garantida para todas as exportações.

Para Mato Grosso do Sul, a ligação poderá ampliar as alternativas de escoamento da produção. Outros estados do Centro-Oeste também poderão se beneficiar de uma nova opção de acesso aos portos do Pacífico.

Para o Chile, o corredor representa uma oportunidade de atrair cargas brasileiras, ampliar a movimentação portuária e desenvolver serviços de logística, armazenagem e distribuição.




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