Recuperação de pastagens em MS avança com políticas públicas estruturantes, crédito e tecnologias
Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc. S egundo o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEMADESC), Jaime Verruck, o desafio vem sendo enfrentado com políticas públicas estruturantes e integração entre governo, produtores e setor produtivo.
“Mato Grosso do Sul tem clareza do tamanho do desafio, mas também das oportunidades. A recuperação de pastagens degradadas é estratégica para aumentar a produtividade, reduzir a pressão por abertura de novas áreas e fortalecer uma agropecuária de baixa emissão de carbono. Estamos atuando com planejamento, base técnica e instrumentos financeiros para apoiar o produtor rural nessa transição”, destacou Verruck.
Um destes instrumentos é o Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) que no ano passado destinou mais de R$ 500 milhões somente em projetos de correção do solo e recuperação de pastagens dentro da modalidade FCO Rural. Na reforma de pastagens foram mais de R$ 180 milhões em 93 cartas consulta, e quase R$ 400 milhões em 170 projetos de correção do solo.
“A melhoria nestes índices está relacionada a adoção de novas tecnologias e investimentos na recuperação das pastagens e correção do solo. Temos políticas públicas e obviamente estamos usando o Fundo Constitucional do Centro-Oeste que tem sido o grande financiador de recuperação de áreas degradadas”, complementou.
Programas estruturantes impulsionam recuperação e produtividade
O Governo do Estado atua de forma integrada por meio de programas como o Plano Estadual de Manejo e Conservação de Solo e Água (PROSOLO), que promove práticas conservacionistas, a recuperação da fertilidade do solo, a restauração de áreas afetadas por processos erosivos e a adequação de estradas vicinais, em parceria com prefeituras e produtores rurais.
O Precoce MS incentiva a produção de carne bovina de alta qualidade, oferecendo bonificações aos produtores que adotam, entre outros itens, práticas de manejo sustentável das pastagens, a diversificação de espécies forrageiras, a reposição adequada de nutrientes e a análise da fertilidade do solo.
Outro eixo estratégico é o Programa Estadual de Irrigação – MS IRRIGA, que incentiva o uso racional da água e a adoção de tecnologias de irrigação sustentáveis, possibilitando a recuperação e a intensificação de áreas agropecuárias, inclusive de pastagens.
O Plano Estadual ABC+ também tem papel central nesse processo, ao estimular a adoção de tecnologias sustentáveis, como sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio direto, uso de bioinsumos, manejo de resíduos e a intensificação sustentável da pecuária, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
“Hoje, Mato Grosso do Sul é referência nacional em sistemas de ILPF, com mais de 3,6 milhões de hectares implantados. Isso mostra que é possível produzir mais, com eficiência, sustentabilidade e segurança ambiental, atendendo às demandas do mercado e da sociedade”, finalizou Jaime Verruck.




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