Criança com dores no joelho é liberada várias vezes de UPA e morre em Campo Grande
Foram feitas três consultas antes de constatar uma possível rachadura na região do joelho do menino; família denuncia possível negligência.
Reprodução/redes sociais. A morte de João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, está sendo investigada após uma sequência de atendimentos em diversas unidades de saúde de Campo Grande. A suspeita é de possível negligência médica. O caso foi registrado na Depac Cepol pela família da vítima.
No dia seguinte (3), ainda com dores, ele foi atendido novamente, desta vez na UPA Universitário, sendo liberado com a mesma prescrição.
Já no dia 4, os pais voltaram a procurar atendimento na UPA Universitário, com a criança apresentando fortes dores no peito. Conforme relato da família, ele recebeu uma injeção, cujo medicamento não foi informado, e foi liberado após a médica atribuir o quadro à ansiedade.
No domingo (5), diante da persistência dos sintomas, João retornou à unidade, onde ficou em observação e realizou novo exame de imagem. Desta vez, foi constatada uma lesão na perna esquerda, possivelmente uma rachadura na região do joelho. Ele foi orientado a procurar a Santa Casa no dia seguinte para imobilização.
Na segunda-feira (6), a família seguiu a recomendação, e a criança teve a perna imobilizada com uma tala na Santa Casa, sendo liberada em seguida.
Horas depois, no entanto, o quadro se agravou. Ainda na segunda-feira, João Guilherme passou mal, desmaiou e, segundo a família, ficou com coloração arroxeada, principalmente nas pernas. Ele foi levado às pressas, por meios próprios, à UPA Universitário, onde chegou desacordado.
De acordo com o registro, no local não havia médico disponível no momento da chegada. Profissionais iniciaram os primeiros socorros, com uso de oxigênio e procedimentos de reanimação, incluindo intubação. Em seguida, o paciente foi encaminhado à Santa Casa.
Na unidade hospitalar, ele chegou a ser reanimado novamente, mas não resistiu e morreu pouco tempo depois.
Conforme documentação, a criança deu entrada na Santa Casa às 0h18 do dia 7 de abril, e o óbito foi constatado às 1h05 pelo médico responsável.
A família questiona a condução dos atendimentos e afirma que não houve investigação adequada das dores relatadas ao longo dos dias, especialmente as dores no peito.
O caso foi registrado como ocorrência na Polícia Civil e deverá ser apurado para verificar se houve falha ou negligência no atendimento médico prestado.





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