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Campo Grande,03/05/2026

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Servidores e professores são alvos de denúncia sobre 'faz pouco e sai cedo' no CCI Vovó Ziza

Denúncia vem de quem trabalha perto e questiona carga horária reduzida.

https://www.topmidianews.com.br/politica/pastora-e-professores-curtem-a-farra-do-faz-pouco-e-sai-ced
Servidores e professores são alvos de denúncia sobre 'faz pouco e sai cedo' no CCI Vovó Ziza Maps/Mago.fa.ca_for.

Servidores indignados expuseram situação suspeita no Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza, em Campo Grande. A crítica se dá em torno de alguns professores que são concursados para cumprir jornada de 40 horas, mas trabalham meio período. Entre os criticados está uma educadora física, que os denunciantes suspeitam de indicação ao cargo por estar alinhada à base religiosa da atual gestão.

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Segundo a denúncia, por conta do decreto que reduziu o expediente municipal – dois dos três servidores cedidos pela Semed deveriam retornar às salas de aula, já que o concurso pelo qual foram convocados exige prestação de serviços de 40h semanais. O apontamento é que todos cumprem jornada das 7h às 11h30, sendo que alguns sequer cumprem totalmente a carga já reduzida.

''Se você ficar na porta do Vovó Ziza a partir das 10h50 vai ver esse pessoal indo embora antes das 11h30 e chegando depois das 7h30'', garantiu a pessoa que faz os apontamentos.

A reclamação se dá também porque um deles teria recebido ajuda do ex-vereador e atual titular da Fundação de Cultura de Campo Grande, Valdir Gomes, para conseguir a ''boquinha''. A queixa se estende ao tratamento diferenciado que o ''trio'' recebe em detrimento dos profissionais contratados (não concursados).


Servidores

Uma das servidoras indicadas na denúncia passou em concurso público para professora de Educação Física e no Portal da Transparência constam dois vínculos com o Município, especificamente com a Semed. Cada um tem carga de 20h, sendo um com salário de R$ 6,6 mil e outro de R$ 7,7 mil, ambos em janeiro de 2026.

''Já que mudou o decreto, ela deveria voltar para a Semed'', disparou o reclamante. Ele completa a reclamação: ''Não querem ficar cuidando de guri na escola e ficam aqui trabalhando menos''. A crítica também versa sobre o fato de a professora ter suposta facilidade por atuar como pastora.

Conforme verificado nas normativas municipais, a carga horária atual exigida da servidora foi ajustada para 30 horas semanais em decorrência do Decreto Municipal 16.427 de 31/10/25, e não 20 horas como apontado inicialmente na denúncia. No entanto, a queixa de quem atua no local persiste quanto ao cumprimento efetivo dessa carga horária, questionando as saídas antecipadas. Questionamos a prefeitura, que não respondeu se ela exerce atividade em outro órgão público.

Em outro ponto da denúncia, consta que uma das servidoras da instituição pega atestado de 45 dias, mas a coordenação do Centro permitiria assinar a folha de frequência, algo grave. O Vovó Ziza é coordenado pela servidora Lúcia Alencar.

O outro professor de Educação Física apontado pelo denunciante aparece como concursado com carga de 20h, segundo a Transparência. No caso dele, o lamento é pelos atrasos e saídas antecipadas e por ser indicação política de Valdir Gomes.

''Ele dispensa os alunos da última aula, às 11h30, para ir embora mais cedo'', garante o crítico. Tal servidor recebe R$ 5,5 mil.


Contexto

Assim como o CCI do Piratininga, o Vovó Ziza acumula denúncia de falta de professores, má gestão e estrutura precária. Um dos pontos em comum é a piscina, cujo uso seria pontual ou nenhum em razão de profissionais para a limpeza e manutenção.

A falta de servidores para atendimento também seria uma constante. Eventos com bailinhos dos idosos também teriam sido restritos em razão da falta de profissionais. No caso do Piratininga, o pastor Douglas Mandu era o coordenador até pouco tempo e alvo de muitas reclamações. Ele foi demitido após ser denunciado por estupro de uma jovem, quando esta era menor de idade.


Resposta

A prefeitura negou todas as denúncias. Disse que não há reclamação registrada sobre as aulas; não há diferenciação de tratamento entre contratados e servidores de carreira e nenhum apontamento sobre irregularidades em afastamentos.

O argumento do Paço Municipal é que os servidores que deveriam cumprir 40h semanais fazem apenas 30h em razão do decreto municipal 16.427/25 de redução do expediente. Porém, os denunciantes afirmam que eles já vinham nessa condição muito antes da determinação municipal.






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