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Campo Grande,13/05/2026

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Operação “Buraco Sem Fim” investiga fraude milionária em contratos de tapa-buracos em Campo Grande

Após vencer batalhas críticas na saúde e reaver seus direitos políticos na Justiça, ex-senador Delcídio do Amaral projeta um novo horizonte para Mato Grosso do Sul.


Operação “Buraco Sem Fim” investiga fraude milionária em contratos de tapa-buracos em Campo Grande

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou na manhã desta terça-feira (12), em Campo Grande, a Operação “Buraco Sem Fim”, que investiga um suposto esquema de fraude em contratos de manutenção de vias públicas da Capital.

A ofensiva foi realizada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão preventiva e dez mandados de busca e apreensão.

Durante a operação, os investigadores localizaram pelo menos R$ 429 mil em dinheiro vivo em imóveis ligados aos alvos da investigação.

Segundo o MPMS, a organização criminosa investigada atuava manipulando medições de serviços de tapa-buracos, permitindo pagamentos públicos por serviços supostamente não executados corretamente.

As apurações apontam que, entre 2018 e 2025, os contratos investigados somam mais de R$ 113 milhões.

Entre os principais alvos da investigação está a Construtora Rial Ltda., empresa sediada em Campo Grande e especializada em obras de terraplanagem. O sócio-administrador da empresa, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, está entre os presos durante a operação.

De acordo com o levantamento realizado em publicações do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), a empresa mantém contratos com o município desde pelo menos 2011.

Atualmente, a construtora acumula R$ 147,6 milhões em contratos ativos ligados a licitações abertas a partir de 2022. Desse total, R$ 96,7 milhões correspondem a aditivos contratuais, utilizados para ampliação de serviços, prorrogação de prazos ou reajustes de custos.

Segundo dados do Portal da Transparência do município citados na investigação, os desembolsos identificados até o momento somam R$ 74,8 milhões.

O MPMS afirma que há indícios de pagamentos realizados sem correspondência com os serviços efetivamente executados, o que teria causado prejuízos aos cofres públicos e impactado diretamente a qualidade das vias urbanas de Campo Grande.

Entre os contratos investigados está o lote 001 da licitação de 2022, voltado à manutenção da região do Anhanduizinho. O contrato original era de R$ 10,2 milhões, mas recebeu R$ 41,8 milhões em aditivos, alcançando valor total de R$ 52,1 milhões.

Outro contrato analisado envolve serviços na região do Imbirussu. Inicialmente firmado em R$ 5,4 milhões, o acordo chegou a R$ 29,7 milhões após aditivos superiores a R$ 24 milhões.

A empresa também aparece em contratos relacionados à manutenção de vias não pavimentadas nas regiões do Anhanduizinho, Bandeira, Imbirussu, Lagoa, Prosa e Segredo.

Segundo o Ministério Público, a investigação apura a existência de uma organização criminosa estruturada para fraudar de maneira sistemática contratos de manutenção viária em Campo Grande, por meio da manipulação de medições e autorização de pagamentos indevidos.

A Prefeitura de Campo Grande informou, em nota, que acompanha os trabalhos do Gecoc e afirmou que os servidores investigados estão sendo exonerados dos cargos para apresentação de defesa.




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