Pesquisas divergentes ampliam disputa interna do PL pela segunda vaga ao Senado em MS
A disputa pela segunda vaga do PL ao Senado por Mato Grosso do Sul ganhou novo capítulo com a divulgação de pesquisas eleitorais que apresentam cenários diferentes para os pré-candidatos do partido. A indefinição tem aumentado a tensão interna na legenda, que ainda precisa decidir quem dividirá a chapa com Reinaldo Azambuja.
O ex-governador Reinaldo Azambuja é tratado como nome já garantido pelo diretório nacional do Partido Liberal para uma das vagas ao Senado. A disputa principal, neste momento, envolve o deputado federal Marcos Pollon e o ex-deputado estadual Capitão Contar, que tentam consolidar apoio político para ocupar a segunda posição.
Nos bastidores, Marcos Pollon sustenta que tem o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro, citando uma carta divulgada por Michelle Bolsonaro no período em que Bolsonaro estava preso. No documento, o ex-presidente teria mencionado Pollon como um dos nomes para a disputa.
A situação, porém, ficou menos clara após a passagem do senador Flávio Bolsonaro por Campo Grande. Durante a visita, ele defendeu a tese de que a escolha seja feita com base em pesquisas eleitorais, posição semelhante à defendida por Reinaldo Azambuja. A proposta também havia sido aceita por Capitão Contar, antes da divulgação de levantamentos com resultados distintos.
Levantamento do Instituto Ranking
Na pesquisa do Instituto Ranking, registrada no TSE sob os números BR-09022/2026 e MS-05477/2026, foram ouvidos 2 mil eleitores entre os dias 3 e 7 de maio. O levantamento tem intervalo de confiança de 95%.
No primeiro cenário, Reinaldo Azambuja aparece na liderança, com 21,6% das intenções de voto. Em seguida vêm Capitão Contar, com 18,4%, e Nelsinho Trad, com 16,8%. Também aparecem Vander Loubet, com 8,2%, Soraya Thronicke, com 6,6%, Daniel Júnior, com 0,4%, Roberto Oshiro, com 0,3%, e Beto do Movimento, com 0,2%. Outros 12,3% declararam voto branco ou nulo, enquanto 15,2% não souberam ou não responderam.
No segundo cenário testado pelo instituto, Reinaldo Azambuja soma 18,4%, seguido por Capitão Contar, com 17,6%. Vander Loubet aparece com 11%, Soraya Thronicke com 7,4%, Daniel Júnior com 0,4%, Roberto Oshiro com 0,3%, e Beto do Movimento com 0,1%. Nesse cenário, 11,2% afirmaram que votariam em branco ou nulo, e 13% não souberam ou não responderam.
Em outro recorte, Nelsinho Trad lidera com 26%, seguido por Vander Loubet, com 13,4%, Soraya Thronicke, com 10,6%, e Marcos Pollon, com 9%. Também aparecem Gianni Nogueira, com 6,4%, Roberto Oshiro, com 0,4%, Daniel Júnior, com 0,3%, e Beto do Movimento, com 0,2%. Brancos e nulos somam 16,5%, enquanto 17,2% não souberam ou não responderam.
Pesquisa Real Time Big Data
Já o levantamento da Real Time Big Data apresentou cenário mais favorável a Marcos Pollon na disputa interna do PL. A pesquisa ouviu 1.600 eleitores em Mato Grosso do Sul entre os dias 9 e 11 de maio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE foi feito sob o protocolo MS-06412/2026.
Em um dos cenários, Reinaldo Azambuja aparece com 28%, seguido por Marcos Pollon, com 21%, e Nelsinho Trad, com 16%. Na sequência estão Soraya Thronicke, com 10%, Vander Loubet, com 9%, além de Beto do Movimento e Daniel Júnior, ambos com 2%.
No segundo cenário testado pelo instituto, Reinaldo Azambuja registra 29%, enquanto Capitão Contar aparece com 18%. Nelsinho Trad soma 17%, Soraya Thronicke tem 10%, Vander Loubet aparece com 9%, e Beto do Movimento e Daniel Júnior registram 2% cada.
Divergência pressiona decisão interna
A diferença entre os resultados das pesquisas tornou mais complexa a definição da chapa do PL em Mato Grosso do Sul. Enquanto um levantamento mostra Capitão Contar em melhor condição dentro de determinados cenários, outro aponta desempenho mais competitivo de Marcos Pollon.
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, já havia indicado anteriormente que os nomes seriam Reinaldo Azambuja e Capitão Contar. Depois da carta atribuída a Jair Bolsonaro, no entanto, o comando nacional adotou postura mais cautelosa.
Com a defesa do critério de pesquisas por Reinaldo Azambuja e Flávio Bolsonaro, a tendência é que novos levantamentos e articulações internas influenciem a decisão final. Até lá, a segunda vaga ao Senado segue como principal ponto de tensão dentro do PL sul-mato-grossense.




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