Mato Grosso do Sul investiga três casos suspeitos de sarampo após alerta nacional
Estado já registrou 24 notificações da doença em 2026, mas não possui casos confirmados; Secretaria de Saúde orienta atualização da vacinação.
Reprodução : Ministério da Saúde. Mato Grosso do Sul investiga três casos suspeitos de sarampo após registrar 24 notificações da doença em 2026. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), 21 casos já foram descartados e, até o momento, não há confirmações no estado. Apesar disso, as autoridades sanitárias reforçaram a vigilância e a importância da vacinação diante do alerta emitido pelo Ministério da Saúde sobre o risco de reintrodução do vírus no Brasil. A preocupação está relacionada ao avanço da doença nos Estados Unidos e em países da América Latina, onde novos registros têm aumentado a atenção das autoridades de saúde.
A principal forma de prevenção é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme as orientações da SES, crianças devem receber a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Pessoas de até 29 anos precisam comprovar duas doses, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem ter pelo menos uma dose registrada. Para pessoas com 60 anos ou mais, a vacinação não é indicada rotineiramente, mas pode ser recomendada em situações específicas. A Secretaria orienta que a população procure uma unidade de saúde para conferir a caderneta e atualizar a imunização, especialmente antes de viagens internacionais.
O alerta também envolve a identificação rápida de possíveis casos. O sarampo é altamente contagioso e pode provocar complicações graves, como pneumonia e encefalite, além de levar à morte. Entre os principais sintomas estão febre, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza e conjuntivite. Pessoas que apresentarem esses sinais devem procurar atendimento médico e informar a suspeita à equipe de saúde. A vigilância é considerada essencial para impedir que casos importados provoquem novos focos de transmissão, principalmente entre crianças pequenas e pessoas com baixa imunidade.
No cenário nacional, dados apresentados pelo Ministério da Saúde apontavam 52 casos de sarampo até a semana anterior, todos classificados como importados, sendo 41 registrados em São Paulo. O alerta ocorre em meio ao crescimento da doença em países como Estados Unidos, México, Canadá, Peru e Guatemala. O Brasil chegou a ultrapassar 20 mil casos em 2019, quando perdeu a certificação de eliminação do sarampo, posteriormente recuperada com o avanço das ações de imunização. Para evitar um novo surto, o Ministério da Saúde intensificou estratégias de vacinação, busca ativa de suspeitos e monitoramento de contatos, incluindo a aplicação da chamada "dose zero" em bebês a partir dos seis meses, quando indicada pelas autoridades sanitárias.







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