Câncer de mama: veja mitos que podem atrasar o diagnóstico da doença
Ausência de histórico familiar não elimina o risco, e observar as mamas não substitui a mamografia; Brasil prevê 78,6 mil novos casos por ano.
A falta de informação sobre o câncer de mama pode fazer com que mulheres ignorem sinais da doença ou adiem a procura por atendimento médico. Entre os principais equívocos estão acreditar que o câncer só atinge quem tem histórico familiar e que observar as mamas é suficiente para identificar alterações. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deve registrar cerca de 78,6 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.
Apesar de o histórico familiar aumentar o risco, a maioria dos casos não está diretamente relacionada à hereditariedade. A idade também é um fator importante, já que aproximadamente 80% dos diagnósticos ocorrem em mulheres com mais de 50 anos. Obesidade, sedentarismo, consumo de álcool e fatores hormonais também podem contribuir para o desenvolvimento da doença.
A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama, pois permite identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas. O Ministério da Saúde recomenda o exame a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. Em outras faixas etárias, a necessidade deve ser avaliada individualmente. Conhecer o próprio corpo é importante, mas não substitui o acompanhamento médico.
Entre os principais sinais de alerta estão caroços endurecidos nas mamas ou axilas, mudanças no formato dos seios, retração do mamilo, vermelhidão, alterações na pele e saída espontânea de secreção, especialmente com sangue. Embora essas manifestações nem sempre indiquem câncer, é fundamental procurar uma unidade de saúde para investigação.
O diagnóstico precoce aumenta as possibilidades de tratamento e melhora as chances de recuperação. Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas, controlar o peso e reduzir o consumo de álcool também são medidas que ajudam a diminuir os riscos. Especialistas reforçam que buscar informações confiáveis e realizar os exames recomendados são atitudes essenciais para proteger a saúde.







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