Eleições: sustos, azarões, surpresas e traições?
‘TUDO OU NADA’: Nas disputas eleitorais é tênue a linha separando a coragem extremada e o erro fatal. Posto isso, presume-se que o deputado João Catan tenha total consciência dos riscos que se propõe ousadamente assumir neste cenário. É pertinente concluir que – se derrotado – possa sair fortalecido para a sucessão da capital em 2028.
VISIONÁRIO? Alguns acham que ele se encaixaria neste perfil; outros destacam apenas sua capacidade de vislumbrar tendências de mudanças no quadro eleitoral por fatores e fatos diversos. Catan se coloca como protagonista de eventuais mudanças no presente quadro e também como possível credor antecipado para 2028.
VEJAMOS: Quem mais? Rose Modesto, Marcos Trad e Nelsinho Trad seriam à primeira vista os personagens com maior densidade eleitoral em Campo Grande. É exatamente neste raciocínio de projeções que se encaixaria Catan, dependendo também de seu desempenho nas urnas da capital em 2026. Fora disso não há hoje outras opções.
CONEXÃO: Seria ingenuidade ignorar o elo entre as eleições estaduais e o pleito municipal de 2028, com foco principalmente no oceânico colégio eleitoral da capital. Essa tese está amparada pelos números das últimas eleições onde ficou estampada a vitalidade do eleitorado de Campo Grande com seus próprios conceitos de escolha.
SEGUNDO TURNO: Dane-se a coerência e as falas do primeiro turno, Trata-se de nova eleição marcada por alianças espúrias de última hora responsáveis por reviravoltas. O fator rejeição pode ser mais importante que a preferência, com o eleitor votando simplesmente para impedir a vitória de quem ele rejeita. Assim funciona a cabeça dele.
AZARÕES: A recomendação é para não esquecer deles – que surpreendem com força principalmente na reta final, mesmo com fraco desempenho em pesquisas e opiniões na mídia. Em 2022, além de Zema em Minas, outros azarões venceram o favoritismo consolidado. Casos de Collor contra Lula em 1989 e Jânio em 1985 contra FHC.
JOGADAS: A guerra pelas vagas ao Senado não perde a intensidade. A mente do pessoal é fértil. Ouço hipóteses impublicáveis sobre o que poderia ocorrer ao longo das curvas da campanha. Como se diz: boa coisa não seria. Se Vander corre por fora em espaço exclusivo, há ruídos esquisitos na disputa entre Reinaldo, Contar e Nelsinho.
INSISTINDO: Há previsões de que estaríamos apenas no início com chances de ‘tempestades’ neste Outono e Inverno. O episódio do Banco Master pode influenciar ou apenas apimentar as narrativas na mídia? Mas quem garante que novos escândalos não surgirão até as eleições? ‘Matéria prima’ temos em abundância.
‘BATOM NA CUECA’: A pergunta (ou o conjunto de perguntas) que não quer calar: se o contrato firmado com a advogada e mulher do ministro Alexandre de Moraes foi a compra de proteção para o Banco Master, se o pagamento ao senador Ciro Nogueira foi por serviços prestados por ele ao banco; para que serviu, ou serviria, o dinheiro dado por Daniel Vorcaro a Flavio Bolsonaro para financiar o filme em homenagem ao seu pai”? (Ricardo Noblat)
OLARTE: Papo reflexivo com o ex-prefeito da capital. Após 2 anos preso usufrui dos benefícios da ‘Condicional’ e comanda seu restaurante popular perto do Parque de Exposições. Divorciado, aos poucos reconstrói sua vida, na certeza de ter aprendido a lição, mas sempre alegando que teria sido vítima das forças do ‘sistema’. Será?
CONCLUSÃO: “…Na alegria, todo mundo é gente boa. Na paz, todo mundo é zen. Na tranquilidade financeira, até o cunhado parece simpático. Mas basta a vida apertar o parafuso que o ser humano mostra o que tem dentro e, ‘spoiler’: nem sempre é coisa boa. A verdade é que a dificuldade é o ‘personal trainer’ da alma. (João R. Giacomini)
ANTONIO VAZ: Em 2024 ficou na suplência com13.958 votos; em 2018 se elegeu: 16.224 votos; em 2022 se reelegeu com 19.395 votos. Diante da escalada vitoriosa, ele acredita em novo sucesso, com o partido Republicanos robustecido com a chegada de Beto Pereira, Barbosinha, Pedrossian Neto, Renato Câmara e Hashioka entre outros.
APAZIGUADOR: O deputado Caravina vai se revelando um político moderado, articulado. Nos embates frequentes entre colegas da direita e esquerda, ele tem se colocado bem na missão de amainar os ânimos, com expressões e intervenções inteligentes. Ele se justifica creditando os méritos à filosofia moderada do PSDB.
LAMENTÁVEL: Os acadêmicos do Curso de Direito da UEMS de Bataguassu saíram decepcionados com o nível dos embates que assistiram na sessão da Assembleia Legislativa na última quinta-feira. Conversando com eles ao final constatei a surpresa negativa pelo que assistiram e ouviram. Vindos de tão longe, mereciam algo melhor.
NO BURACO? Esse escândalo que explodiu na operação ‘Buraco Sem Fim’ na capital dando margem a várias especulações sobre as consequências políticas e os personagens que poderão sofrer desgastes. É muita grana nesta jogada que nos remete ao episódio das malas com dinheiro no apartamento do ex-deputado Gedell. O Brasil é um só.
CARONA AMIGA: A presença do governador em cidades do interior movimenta as comunidades e aglutina suas lideranças. De olho nos dividendos eleitorais, os deputados e candidatos em geral conseguem tirar proveito expondo suas imagens e mantendo contatos proveitosos. Neste último giro de Ridel pelo Cone Sul não foi diferente. É a cara da política.
ATENÇÃO: Até 4 de junho, dirigentes sindicais e de conselhos profissionais terão que deixar os seus cargos para serem candidatos. Já para os servidores públicos o prazo previsto é de 3 meses antes do pleito com e direito a remuneração. O calendário da Justiça Eleitoral marca para 1º de agosto o início da propaganda. Nosso calvário.
PILULAS DIGITAIS:
Vorcaro é a mãe do ano.
Flavio Bolsonaro, Vorcaro e o filme mais caro do Brasil.
Paciência não é conformismo.
Polarização: Odd e Limpol fecham coligação para para encarar Ypê nas eleições (The Piaui Herald)
Ciro desistiu de disputar a presidência. Pena! Seria o único doido varrido inteligente na disputa.
Toda indignação moral tem só 2% de moral, 48% de indignação e 50% de inveja. (Vitório de Sica)
Estamos sempre nos preparando para viver, mas nunca vivemos. (Ralp Emerson)
Quando a dor é muito grande, o sofrimento é dolorido. (Rubem Fonseca)
Nesta altura da vida achei que estaria ajudando os mais pobres e não me juntando a eles.
O verdadeiro conflito de interesses é a confissão de que a conversa definitiva ficou para mais tarde.
Quando a desculpa é gaguejada, é porque a explicação está errada. (Stalisnaw Ponte Preta)
O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser realista esperançoso. (Ariano Suassuna)




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